Escritor nascido em Montreal em 1974, filho de mãe canadense e pai húngaro, criado em Londres. Ficou conhecido por livros que parecem coletâneas de contos interligados, como All That Man Is. Em 2025 ganhou o Booker Prize com Flesh e virou o primeiro autor húngaro-britânico a levar o prêmio.
David Szalay nasceu em Montreal em janeiro de 1974, filho de mãe canadense e pai húngaro. A família se mudou para Beirute e precisou sair do Líbano quando começou a guerra civil, indo parar em Londres. Foi lá que ele cresceu. Estudou literatura inglesa em Oxford, no Brasenose College, e depois de formado passou um tempo em empregos de vendas em Londres. Tem cidadania canadense, húngara e britânica.
A escrita começou pelo rádio. Szalay escreveu peças para a BBC antes de publicar o primeiro romance, London and the South-East, sobre um vendedor de anúncios por telefone em plena estafa. O livro ganhou o Betty Trask e o Geoffrey Faber Memorial Prize. Vieram em seguida The Innocent, em 2009, e Spring, em 2011. Nessa época ele deixou Londres, passou por Bruxelas e se instalou em Pécs, no sul da Hungria.
O reconhecimento chegou cedo. Em 2010 o jornal The Daily Telegraph o pôs entre os 20 melhores escritores britânicos com menos de 40 anos. Em 2013 entrou na lista da revista Granta dos melhores jovens romancistas britânicos, uma vitrine que costuma acertar.
A virada foi All That Man Is, de 2016. São nove histórias de nove homens em idades diferentes, espalhados pela Europa, de um jovem viajando de trem a um senhor perto do fim da vida. Cada história fecha sozinha, mas juntas viram um retrato do homem europeu de hoje. O livro chegou à lista final do Booker e levou o Gordon Burn Prize. Turbulence, de 2018, repete a ideia em doze histórias de passageiros em voos pelo mundo, nascidas de uma série da BBC Radio 4.
Szalay escreve com frases secas, muito diálogo e quase nenhum enfeite. Os temas voltam sempre: corpo, desejo, dinheiro, classe e o vazio de quem vive circulando entre países.
Flesh, de 2025, é o romance mais concentrado dele. Acompanha István por décadas, de um conjunto habitacional na Hungria às mansões dos super-ricos de Londres. Em novembro de 2025 o livro ganhou o Booker Prize, com júri presidido por Roddy Doyle, e Szalay virou o primeiro autor húngaro-britânico premiado. No mesmo mês foi anunciada uma adaptação para o cinema produzida pela House Productions. Até a premiação, ele não tinha nenhum livro lançado no Brasil.
Foto: TimDuncan / CC0 via Wikimedia Commons
Fontes: en.wikipedia.org · thebookerprizes.com · publishnews.com.br
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