Autora americana que começou a escrever Trono de Vidro aos 16 anos, num site de ficção amadora. Depois vieram Corte de Espinhos e Rosas e Cidade da Lua Crescente, três séries que somavam mais de 75 milhões de exemplares vendidos em 2024. Virou o nome mais forte da romantasia, a mistura de fantasia épica com romance que domina as listas de mais vendidos.
Sarah Janet Maas nasceu em 5 de março de 1986, em Nova York, e cresceu no Upper West Side de Manhattan. Leu fantasia desde cedo e cita Sabriel, de Garth Nix, e The Hero and the Crown, de Robin McKinley, entre as primeiras paixões. Outras referências vêm de fora dos livros: trilhas sonoras de cinema, música clássica, Buffy, a Caça-Vampiros e Sailor Moon.
Aos 16 anos ela começou uma história sobre uma assassina, uma espécie de Cinderela ao avesso: em vez de criada da casa, a heroína é a matadora mais temida do reino. Os capítulos foram parar no FictionPress com o título Queen of Glass, e o texto virou um dos mais lidos do site. Quando decidiu procurar editora, tirou tudo do ar. Em 2008 ela se formou em escrita criativa no Hamilton College, com distinção magna cum laude, e no mesmo ano começou a mandar o manuscrito para agentes.
Em 2009 assinou com a agente Tamar Rydzinski, e em março de 2010 a Bloomsbury comprou o livro. Trono de Vidro saiu em 2012 e abriu uma série de oito volumes, contando a coletânea de noveletas A Lâmina da Assassina, que só terminou com Reino de Cinzas, em outubro de 2018. No meio do caminho, em 2015, chegou Corte de Espinhos e Rosas, que ela tinha escrito ainda em 2009. A premissa leva A Bela e a Fera para Prythian, a terra dos feéricos: Feyre, uma caçadora humana, mata um lobo e precisa pagar a dívida morando do outro lado do muro.
Foi essa série que mudou o tamanho da carreira. Vieram Corte de Névoa e Fúria (2016), Corte de Asas e Ruína (2017), a noveleta Corte de Gelo e Estrelas (2018) e o spin-off Corte de Chamas Prateadas (2021). Os leitores que a acompanhavam desde Trono de Vidro cresceram junto, e os livros foram ficando mais adultos, com mais romance e cenas explícitas. A Vox chegou a chamá-la de rainha da romantasia, o nome que o mercado deu à mistura de fantasia épica com romance.
Em 2020 veio a terceira série, Cidade da Lua Crescente, a primeira pensada direto para adultos. Casa de Terra e Sangue troca castelos por uma metrópole com celulares, carros e anjos, e acompanha Bryce Quinlan atrás de quem matou sua melhor amiga. Depois saíram Casa de Céu e Sopro (2022) e Casa de Chama e Sombra (2024). Em 2018 ela ainda escreveu um romance da Mulher-Gato para a coleção DC Icons.
A marca dela é fácil de reconhecer: personagens moralmente cinzentos, cortes e mapas detalhados, casais que se formam devagar e as grandes viradas guardadas para o último terço do livro. A crítica elogia a construção de mundo e cobra mais diversidade racial e LGBTQ+ nos elencos. Em 2024, o conselho de educação de Utah tirou seis livros dela das escolas públicas do estado, com base em uma lei nova.
Na tela, a Hulu comprou os direitos de Corte de Espinhos e Rosas em 2021, mas a série nunca saiu do papel. Nas livrarias, a conta passava de 75 milhões de exemplares vendidos em 2024, com traduções para uns 40 idiomas e uma fileira de Goodreads Choice Awards. Maas mora em Nova York, é casada com Josh Wasserman, que conheceu na faculdade, e segue escrevendo Corte: A Court of Splintered Harmony está marcado para 27 de outubro de 2026.
Fontes: en.wikipedia.org · nbcconnecticut.com
Texto original da Sagaspedia. Cartazes: The Movie Database (TMDB); fotos de personagens via Wikipedia. Este site usa a API do TMDB, mas não é endossado nem certificado pelo TMDB. Todas as marcas e títulos citados pertencem a seus respectivos donos. A disponibilidade em streaming pode mudar.
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