O que mudou na tela, título por título: 77 no total. Toque numa capa para ver os dele. Os títulos que você ainda não marcou como lido ficam trancados, para não estragar a surpresa.
Christie escreveu o livro durante a Primeira Guerra, quando trabalhava na farmácia de um hospital. Foi lá que aprendeu o que sabia sobre venenos, e isso aparece no crime.
ver fonte ↗Na primeira versão, Poirot explicava o caso num tribunal. O editor pediu outro final, e Christie mudou a revelação para uma reunião na sala da casa, formato que virou marca de Poirot.
ver fonte ↗Giraud, detetive da polícia francesa, despreza as massinhas cinzentas e prefere procurar pegadas e pontas de cigarro. Poirot aposta com ele quem resolve o caso primeiro.
ver fonte ↗Neste livro Hastings se encanta por uma jovem artista que se apresenta como Cinderela. Esse romance explica por que ele some de vários casos seguintes.
ver fonte ↗O final foi acusado de quebrar as regras do jogo limpo entre autor e leitor. Hoje o livro aparece no topo de quase toda lista de melhores romances policiais.
ver fonte ↗No livro, a polícia é o inspetor Raglan e Japp não aparece. O episódio da ITV (2000) coloca Japp ao lado de Poirot e troca o desfecho discreto por uma perseguição.
ver fonte ↗O romance junta 12 contos publicados na revista The Sketch em 1924. Christie montou o livro num ano difícil, com ajuda do cunhado, Campbell Christie.
ver fonte ↗No livro, Poirot inventa um irmão gêmeo, Achille, para enganar os vilões. O episódio da ITV (2013) corta Achille e reescreve a trama como uma conspiração bem menor.
ver fonte ↗Christie escreveu esta história depois da separação, em 1926, porque precisava de dinheiro. Na autobiografia, disse que era o livro dela de que menos gostava.
ver fonte ↗A trama aproveita a ideia do conto The Plymouth Express, em que uma mulher também é morta num trem. O conto está em Os Primeiros Casos de Poirot.
ver fonte ↗Em 1940, o livro foi adaptado para o teatro por Arnold Ridley, ator que depois ficou famoso na série de comédia Dad's Army.
ver fonte ↗Hastings narra e Japp aparece no fim: é um dos casos que mostram a turma clássica de Poirot reunida, longe de Londres.
ver fonte ↗Carlotta Adams, a atriz que imita gente famosa, foi inspirada na americana Ruth Draper, que Christie admirava pelos monólogos em que fazia vários personagens.
ver fonte ↗No telefilme Thirteen at Dinner (1985), com Peter Ustinov como Poirot, David Suchet fez o inspetor Japp. Quatro anos depois, ele virou o próprio Poirot na ITV.
ver fonte ↗O sequestro da pequena Daisy Armstrong, que move a história, foi inspirado no sequestro do bebê do aviador Charles Lindbergh, em 1932.
ver fonte ↗No livro, Poirot apresenta duas soluções e deixa a escolha com calma. No episódio da ITV (2010), a decisão é um tormento: ele aparece rezando com o terço, em crise com a própria fé.
ver fonte ↗O filme de Kenneth Branagh (2017) abre com Poirot resolvendo um caso no Muro das Lamentações e coloca cenas de ação que o livro não tem.
ver fonte ↗A primeira edição americana trouxe um motivo diferente para o assassino, mais simples que o da edição inglesa. Por anos, leitores dos dois países leram finais diferentes.
ver fonte ↗O senhor Satterthwaite, que ajuda Poirot aqui, veio dos contos de The Mysterious Mr Quin, outra criação de Christie.
ver fonte ↗A zarabatana é achada atrás da poltrona do próprio Poirot, e o júri do inquérito chega a apontar para ele. Ele não gosta nem um pouco.
ver fonte ↗Nos Estados Unidos, o livro saiu como Death in the Air. É um dos poucos casos de Christie num avião, meio de transporte ainda novo na época.
ver fonte ↗Hastings volta da Argentina para uma visita e encontra Poirot de novo às voltas com cartas anônimas. É ele quem narra, com capítulos extras que mostram o lado do assassino.
ver fonte ↗A minissérie da BBC (2018), com John Malkovich, dá a Poirot um passado de padre na Bélgica, coisa que não existe nos livros.
ver fonte ↗Christie conheceu o segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, na escavação de Ur. A vítima foi inspirada em Katharine Woolley, esposa do chefe daquela expedição.
ver fonte ↗No livro, quem narra é a enfermeira Amy Leatheran, e Hastings não aparece. O episódio da ITV (2001) leva Hastings para o Iraque com Poirot.
ver fonte ↗Além de Poirot, estão na mesa a romancista Ariadne Oliver, em seu primeiro caso com ele, o superintendente Battle, de O Segredo de Chimneys, e o coronel Race, de O Homem do Terno Marrom.
ver fonte ↗No prefácio, Christie avisa que só há quatro suspeitos e que a solução depende da psicologia de cada um, não de pistas físicas.
ver fonte ↗Bob, o terrier da história, foi inspirado em Peter, o cachorro de Christie. O livro é dedicado a ele.
ver fonte ↗O episódio da ITV (1996) leva a história para a região dos Lagos e dá a Hastings uma tentativa de recorde de velocidade com lancha, que não existe no livro.
ver fonte ↗Christie fez um cruzeiro pelo Nilo em 1933, no vapor Sudan, o mesmo tipo de barco do livro. Em 1944, ela levou a história ao teatro sem Poirot.
ver fonte ↗O filme de Branagh (2022) traz Bouc, amigo de Poirot do Expresso do Oriente, e transforma a romancista Salome Otterbourne numa cantora de blues. Nenhum dos dois é assim no livro.
ver fonte ↗Christie visitou Petra, na Jordânia, numa das viagens com o marido arqueólogo. A cidade de pedra rosada vira o cenário do crime.
ver fonte ↗Quando adaptou o livro para o teatro, em 1945, Christie tirou Poirot e mudou o final, com outra solução para a morte.
ver fonte ↗Christie dedicou o livro ao cunhado James Watts, que reclamava que os crimes dela eram limpos demais. Ele queria um assassinato violento, com muito sangue. Ganhou.
ver fonte ↗No livro, Poirot investiga com o coronel Johnson e o superintendente Sugden. O episódio da ITV (1995) inclui Japp, que foge de um Natal em família para ajudar.
ver fonte ↗O título vem de uma canção de Noite de Reis, de Shakespeare, que fala de morte e de ser deitado num caixão de cipreste.
ver fonte ↗O livro abre com a ré ouvindo a acusação e depois volta no tempo. É um dos poucos casos de Poirot com cenas de julgamento.
ver fonte ↗Os capítulos seguem os versos da cantiga infantil One, Two, Buckle My Shoe. Nos EUA, o livro se chamou The Patriotic Murders.
ver fonte ↗O caso começa com Poirot morrendo de medo de uma consulta. Um dos raros momentos em que o detetive parece só mais um paciente nervoso.
ver fonte ↗O hotel do livro foi inspirado no Burgh Island Hotel, em Devon, numa ilha que fica isolada quando a maré sobe.
ver fonte ↗O filme de 1982, com Peter Ustinov, troca a costa inglesa por uma ilha no Mediterrâneo e foi filmado em Maiorca.
ver fonte ↗Christie adaptou o livro para o teatro em 1960 como Go Back for Murder, e tirou Poirot da história. Nos EUA, o romance saiu como Murder in Retrospect.
ver fonte ↗O episódio da ITV (2003) sugere que Philip Blake era apaixonado pelo pintor Amyas Crale, leitura que não está no livro.
ver fonte ↗Christie disse na autobiografia que Poirot estragou este livro e que ele ficaria melhor sem o detetive. Quando o adaptou para o teatro, em 1951, ela tirou Poirot.
ver fonte ↗Poirot chega e acha que a cena do crime à beira da piscina é uma brincadeira dos anfitriões, de tão teatral. Essa impressão vira uma pista.
ver fonte ↗O título vem de uma fala de Bruto em Júlio César, de Shakespeare, sobre a maré nos assuntos dos homens. Nos EUA, o livro saiu como There Is a Tide.
ver fonte ↗O superintendente Spence aparece aqui pela primeira vez. Ele volta em outros casos de Poirot, sempre como o policial do interior em quem o detetive confia.
ver fonte ↗Ariadne Oliver está na vila para adaptar ao palco um livro do seu detetive finlandês, Sven Hjerson, e reclama de cada mudança do roteirista. Christie brincava com as próprias adaptações.
ver fonte ↗Quem leva o caso a Poirot é o superintendente Spence, que prendeu o acusado e não consegue acreditar na própria investigação.
ver fonte ↗O livro gira em torno de uma frase dita no enterro: “Mas ele foi assassinado, não foi?”. Nos EUA, saiu como Funerals Are Fatal.
ver fonte ↗O filme Murder at the Gallop (1963) adaptou o livro, mas trocou Poirot por Miss Marple, vivida por Margaret Rutherford.
ver fonte ↗Quem pede ajuda é a sra. Hubbard, irmã da secretária de Poirot, Miss Lemon. Ela cuida da pensão de estudantes onde tudo acontece.
ver fonte ↗O título vem de outra cantiga infantil inglesa, a do rato que sobe no relógio. Nos EUA, o livro saiu como Hickory Dickory Death.
ver fonte ↗A propriedade do livro é inspirada em Greenway, a casa de veraneio de Christie em Devon. O episódio da ITV (2013) foi filmado lá.
ver fonte ↗A história começou como a novela Hercule Poirot and the Greenshore Folly, escrita para ajudar a pagar um vitral da igreja local. Christie depois a ampliou em romance.
ver fonte ↗Poirot só entra na história depois de mais da metade do livro. Até lá, o leitor acompanha as alunas e professoras do colégio.
ver fonte ↗O episódio da ITV (2008) coloca Poirot no colégio desde o começo, como convidado de uma cerimônia, em vez de chamá-lo só depois dos crimes.
ver fonte ↗O narrador, Colin Lamb, é um agente que dá a entender ser filho do superintendente Battle, de Cartas na Mesa e outros livros.
ver fonte ↗O livro se passa nos anos 1960. O episódio da ITV (2011) leva a história para 1939, com espionagem às vésperas da Segunda Guerra.
ver fonte ↗Christie, com 75 anos, coloca Poirot no meio da Londres dos anos 1960, com jovens de cabelo comprido, drogas e apartamentos divididos.
ver fonte ↗O episódio da ITV (2008) tira a história dos anos 1960 e a coloca nos anos 1930, como toda a série, trocando os hippies por jovens da alta sociedade.
ver fonte ↗Christie dedicou o livro a P. G. Wodehouse, o autor de Jeeves, de quem era fã.
ver fonte ↗O filme de Branagh (2023) usa o livro como ponto de partida, mas leva tudo para um palácio em Veneza, com sessão espírita e clima de terror.
ver fonte ↗Foi o último romance de Poirot escrito por Christie. Em 2009, pesquisadores usaram computador para estudar o vocabulário dos livros finais dela em busca de sinais de demência.
ver fonte ↗O episódio da ITV (2013) junta à história um segundo crime, no presente, para dar mais ação a Poirot.
ver fonte ↗Christie escreveu o livro durante a Segunda Guerra e o guardou num cofre, para ser publicado no fim da carreira. Ele só saiu em 1975, meses antes da morte dela.
ver fonte ↗Quando o livro saiu, o New York Times publicou um obituário de Hercule Poirot na primeira página, honra rara para um personagem de ficção.
ver fonte ↗Os contos saíram primeiro na revista The Sketch, em 1923. A edição americana de 1925 trouxe três contos a mais que a inglesa.
ver fonte ↗A ITV adaptou quase todos os contos como episódios de uma hora nas primeiras temporadas, muitas vezes com Japp e Miss Lemon incluídos onde o livro não tinha.
ver fonte ↗Duas das quatro novelas ampliam contos antigos: The Incredible Theft vem de The Submarine Plans, e Dead Man's Mirror vem de The Second Gong.
ver fonte ↗As quatro novelas foram adaptadas pela ITV em temporadas diferentes, e Assassinato no Beco abriu a série, em 1989.
ver fonte ↗Os contos saíram na revista The Strand entre 1939 e 1940. Cada um brinca com um trabalho de Hércules, do leão de Nemeia ao cão Cérbero.
ver fonte ↗A ITV (2013) juntou vários contos num episódio só, passado num hotel nos Alpes suíços, com um tom mais sombrio que o do livro.
ver fonte ↗No prefácio, Christie conta que a história do pudim lembra os Natais da infância em Abney Hall, casa da família do cunhado.
ver fonte ↗A ITV adaptou o conto-título em 1991 como The Theft of the Royal Ruby. O livro também traz um caso de Miss Marple, Greenshaw's Folly.
ver fonte ↗Em The Chocolate Box, Poirot conta a Hastings um caso da época em que era policial na Bélgica, e admite que errou.
ver fonte ↗Os 18 contos tinham saído em revistas e em coletâneas americanas, mas nunca em livro na Inglaterra. A coletânea de 1974 juntou todos.
ver fonte ↗Trancado. Esses detalhes contam coisas do título. Marque como visto para liberar.
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