Em 1938, Taiwan é colônia do Japão, e a guerra com a China acaba de começar. Aoyama Chizuko, uma romancista japonesa, desembarca na ilha a convite das autoridades coloniais. Elas esperam textos de propaganda. Ela só quer comer bem e conhecer o lugar.
Para acompanhá-la, entra em cena Ō Chizuru, uma jovem intérprete taiwanesa culta, que fala várias línguas. Chizuru organiza os roteiros, traduz as conversas e cozinha para a escritora. Chizuko a apelida de Chi-chan e se apega rápido. A amizade cresce em volta da mesa: cada capítulo leva o nome de um prato taiwanês.
Só que Chizuru mantém uma distância educada que Chizuko não consegue atravessar. Curiosa sobre o passado da intérprete, a escritora começa a perceber que viajar como convidada do império não é o mesmo que ver a ilha de verdade.
O livro se apresenta como a tradução de um relato japonês dos anos 1950 redescoberto por Yang, com prefácios e notas de personagens inventados. É um romance sobre comida, língua e poder, e sobre o que fica perdido entre duas pessoas que falam idiomas diferentes.
Fontes: en.wikipedia.org · graywolfpress.org
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